O Dia da Consciência Negra, celebrado em todo o Brasil e especialmente marcado no Rio de Janeiro, não é apenas uma data no calendário. É um chamado à memória, ao respeito e, principalmente, à luta por igualdade. Assim como Zumbi foi símbolo de resistência contra a escravidão e a opressão, o movimento sindical segue comprometido com a defesa dos direitos, da dignidade e da vida de cada trabalhadora e trabalhador negro.
No mundo do trabalho, o racismo ainda se manifesta nas oportunidades negadas, nos salários desiguais, no preconceito velado e nas condições injustas impostas a tantos. Por isso, os sindicatos têm um papel essencial: combater qualquer forma de discriminação e garantir que cada trabalhador tenha voz, respeito e proteção.
No Rio de Janeiro — um território marcado por história, cultura e resistência negra — reforçamos que a luta por justiça racial caminha lado a lado com a luta por direitos trabalhistas. Não há avanço social sem combater o racismo; não há valorização do trabalhador sem enfrentar as desigualdades que atingem, principalmente, a população negra.
Hoje e todos os dias, honramos a memória de Zumbi, Dandara e de todas as pessoas que dedicaram suas vidas à liberdade. Reafirmamos o compromisso de seguir na linha de frente, construindo um país mais justo, igualitário e humano para todos.
Consciência Negra é compromisso.
Consciência Negra é resistência.
Consciência Negra é luta — e essa luta é de todos nós.